Joanna de Ângelis

Mensagem sobre o aborto de anencéfalos

Nada no Universo ocorre como fenômeno caótico, resultado de alguma desordem que nele predomine. O que parece casual, destrutivo, é sempre efeito de uma programação transcendente, que objetiva a ordem, a harmonia.
De igual maneira, nos destinos humanos sempre vige a Lei de Causa e Efeito, como responsável legítima por todas as ocorrências, por mais diversificadas apresentem-se.
O Espírito progride através das experiências que lhe facultam desenvolver o conhecimento intelectual enquanto lapida as impurezas morais primitivas, transformando-as em emoções relevantes e libertadoras.
Agindo sob o impacto das tendências que nele jazem, fruto que são de vivências anteriores, elabora, inconscientemente, o programa a que se deve submeter na sucessão do tempo futuro.
Harmonia emocional, equilíbrio mental, saúde orgânica ou o seu inverso, em forma de transtornos de vária denominação, fazem-se ocorrência natural dessa elaborada e transata proposta evolutiva.
Todos experimentam, inevitavelmente, as consequências dos seus pensamentos, que são responsáveis pelas suas manifestações verbais e realizações exteriores.
Sentindo, intimamente, a presença de Deus, a convivência social e as imposições educacionais, criam condicionamentos que, infelizmente, em incontáveis indivíduos dão lugar às dúvidas atrozes em torno da sua origem espiritual, da sua imortalidade.
Mesmo quando se vincula a alguma doutrina religiosa, com as exceções compreensíveis, o comportamento moral permanece materialista, utilitarista, atado às paixões defluentes do egotismo.
Não fosse assim, e decerto, muitos benefícios adviriam da convicção espiritual, que sempre define as condutas saudáveis, por constituírem motivos de elevação, defluentes do dever e da razão.
Na falta desse equilíbrio, adota-se atitude de rebeldia, quando não se encontra satisfeito com a sucessão dos acontecimentos tidos como frustrantes, perturbadores, infelizes…
Desequipado de conteúdos superiores que proporcionam a autoconfiança, o otimismo, a esperança, essa revolta, estimulada pelo primarismo que ainda jaz no ser, trabalhando em favor do egoísmo, sempre transfere a responsabilidade dos sofrimentos, dos insucessos momentâneos aos outros, às circunstâncias ditas aziagas, que consideram injustas e, dominados pelo desespero fogem através de mecanismos derrotistas e infelizes que mais o degrada, entre os quais o nefando suicídio.
Na imensa gama de instrumentos utilizados para o autocídio, o que é praticado por armas de fogo ou mediante quedas espetaculares de edifícios, de abismos, desarticula o cérebro físico e praticamente o aniquila…
Não ficariam aí, porém, os danos perpetrados, alcançando os delicados tecidos do corpo perispiritual, que se encarregará de compor os futuros aparelhos materiais para o prosseguimento da jornada de evolução.
*
É inevitável o renascimento daquele que assim buscou a extinção da vida, portando degenerescências físicas e mentais, particularmente a anencefalia.
Muitos desses assim considerados, no entanto, não são totalmente destituídos do órgão cerebral.
Há, desse modo, anencéfalos e anencéfalos.
Expressivo número de anencéfalos preserva o cérebro primitivo ou reptiliano, o diencéfalo e as raízes do núcleo neural que se vincula ao sistema nervoso central…
Necessitam viver no corpo, mesmo que a fatalidade da morte após o renascimento, reconduza-os ao mundo espiritual.
Interromper-lhes o desenvolvimento no útero materno é crime hediondo em relação à vida. Têm vida sim, embora em padrões diferentes dos considerados normais pelo conhecimento genético atual…
Não se tratam de coisas conduzidas interiormente pela mulher, mas de filhos, que não puderam concluir a formação orgânica total, pois que são resultado da concepção, da união do espermatozoide com o óvulo.
Faltou na gestante o ácido fólico, que se tornou responsável pela ocorrência terrível.
Sucede, porém, que a genitora igualmente não é vítima de injustiça divina ou da espúria Lei do Acaso, pois que foi corresponsável pelo suicídio daquele Espírito que agora a busca para juntos conseguirem o inadiável processo de reparação do crime, de recuperação da paz e do equilíbrio antes destruído.
Quando as legislações desvairam e descriminam o aborto do anencéfalo, facilitando a sua aplicação, a sociedade caminha, a passos largos, para a legitimação de todas as formas cruéis de abortamento.
…E quando a humanidade mata o feto, prepara-se para outros hediondos crimes que a cultura, a ética e a civilização já deveriam haver eliminado no vasto processo de crescimento intelecto-moral.
Todos os recentes governos ditatoriais e arbitrários iniciaram as suas dominações extravagantes e terríveis, tornando o aborto legal e culminando, na sucessão do tempo, com os campos de extermínio de vidas sob o açodar dos mórbidos preconceitos de raça, de etnia, de religião, de política, de sociedade…
A morbidez atinge, desse modo, o clímax, quando a vida é desvalorizada e o ser humano torna-se descartável.
As loucuras eugênicas, em busca de seres humanos perfeitos, respondem por crueldades inimagináveis, desde as crianças que eram assassinadas quando nasciam com qualquer tipo de imperfeição, não servindo para as guerras, na cultura espartana, como as que ainda são atiradas aos rios, por portarem deficiências, para morrer por afogamento, em algumas tribos primitivas.
Qual, porém, a diferença entre a atitude da civilização grega e o primarismo selvagem desses clãs e a moderna conduta em relação ao anencéfalo?
O processo de evolução, no entanto, é inevitável, e os criminosos legais de hoje, recomeçarão, no futuro, em novas experiências reencarnacionistas, sofrendo a frieza do comportamento, aprendendo através do sofrimento a respeitar a vida…
*
Compadece-te e ama o filhinho que se encontra no teu ventre, suplicando-te sem palavras a oportunidade de redimir-se.
Considera que se ele houvesse nascido bem formado e normal, apresentando depois algum problema de idiotia, de hebefrenia, de degenerescência, perdendo as funções intelectivas, motoras ou de outra natureza, como acontece amiúde, se também o matarias?
Se exercitares o aborto do anencéfalo hoje, amanhã pedirás também a eliminação legal do filhinho limitado, poupando-te o sofrimento como se alega no caso da anencefalia.
Aprende a viver dignamente agora, para que o teu seja um amanhã de bênçãos e de felicidade.
Joanna de Ângelis
 (Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica da noite de 11 de abril de 2012, quando o Supremo Tribunal de Justiça estudava a questão do aborto de anencéfalos – Centro Espírita Caminho da Redenção, Salvador, Bahia.) 
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Gratidão pelo Livro Espírita

Senhor Jesus!

Outorgaste-nos a inteligência,  a fim de que pudéssemos entender a grandeza da vida e avançar no rumo da Verdade.

Concedeste-nos a visão, de modo a nos deslumbrarmos ante a grandeza da Criação.

Facultaste-nos a voz, para que a melodia vibrante nos ensejasse intercâmbio, e as maviosas combinações musicais cantassem em nossa garganta.

Doaste-nos os ouvidos, com os quais participamos dos murmúrios e das canções vivas da Natureza, para que entesourássemos belezas.

Enriqueceste-nos com as mãos, a fim de que se transformassem em estrelas após o trabalho edificante e redentor.

Favoreceste-nos com as mãos, a fim de que se transformassem em estrelas após o trabalho edificante e redentor.

Favoreceste-nos com os pés humildes e submissos, que servem de veículos para a glória da locomoção.

Multiplicaste os sentimentos em nosso mundo íntimo, de forma que a claridade suplantasse todos os outros e o amor lhe constituísse a seiva de manutenção, libertando-nos do egoísmo e da impiedade…

Legaste-nos o livro espírita, a fim de que em hora alguma estivéssemos sem o valioso auxiliar para compreender  a razão da existência, os percalços das lutas, as necessárias provações, e pudéssemos converter os tesouros transitórios do mundo em fortunas indestrutíveis da imortalidade.

Nele, Senhor, perpassam as Tuas lições superiores e eternas quais gemas de rara beleza que insculpem em nossos espíritos as claridades libertadoras que nos apontam rumos felizes…

Depositário das belezas que se refletem de Mais Alto, é o companheiro abençoado da soledade e o mestre discreto sempre às ordens para ajudar.

Agradecendo-Te todas as doações com que nos armaste para a vitória sobre nós mesmos, reconhecemos que no livro espírita encontramos o pão de vida e a água lustral para a total manutenção em nossa reencarnação salvadora.

Por tudo, louvado sejas sempre, Senhor!

Joanna de Ângelis

(De “Celeiro de Bênçãos”, de Divaldo P. Franco)


Advertência de Amor

Fala-nos, o Evangelho do Senhor, que nos futuros dias por Ele previstos, a dor ganharia dimensões inimagináveis, arrastando multidões ao abismo, ao desespero, fazendo que o delírio e o desequilíbrio aturdissem a Humanidade.

Na simbologia profética, Ele caracterizou as horas terríveis, vestindo-as de alegorias.

Vivemos hoje esses dias prometidos, sem nenhum retoque nem disfarce.

Anunciam-se as horas graves da transformação dos homens, da mudança vibratória do planeta.

Ninguém se engane ou engane a outrem.

Clareados pela razão da fé espírita, tenhamos a lucidez do discernimento, a perseverança da convicção e a coragem de porfiar fieis até o fim.

O martirológico prossegue atual; o circo aumentou as suas dimensões; o suplício variou de forma porém os testemunhos à verdade, ao progresso são os mesmos.

 

*

 

Cultiva a paciência, mantendo, alto e nobre, o ideal da fé espírita.

Não reajas pelo habito de reagires. Age pela consciência do equilíbrio.

Não podes ser confundido com aqueles que perderam a fé, que desconhecem o “Reino de Deus” e utilizam dos mesmos mecanismos vis para a sobrevivência inglória no corpo e os triunfos mentirosos da ilusão.

A consciência de fé proporciona a harmonia da paz e nela a felicidade real.

Convidado ao debate injusto, ao duelo nas disputas inglórias do corpo, renuncia a presunção e sê simples como as aves dos céus, os lírios do campo, confiante em Deus.

 

*

 

Nenhum tesouro que se equipare ao bem estar da consciência reta e pacificada, em harmonia com os decretos divinos.

Amando o bem no lar, nos grupos social, de trabalho e religioso, e na comunidade, o cristão e uma carta viva de Jesus. Nela deve estar presente o Código que foi apresentado na montanha, como diretriz de equilíbrio para os outros a exteriorizar-se de si próprio.

Não te permitas contaminar pelo bafio pestilento da loucura que a todos atinge.

Vitimado, banha-te na água lustral do Evangelho; retempera o animo; recompõe a atividade; volta à paz.

Vale o esforço a fim de que não fiques na retaguarda, com os elos escravizantes retendo-te na imposição, para um retorno amargurado.

Avançar é a meta; seguir sempre é a diretriz.

Não faltarão provocações e tentações, porque estes são dias de loucura. Não te deixes enlouquecer.

São horas de agressividade. Não te Permitas enfurecer.

São momentos de tragédia. Não queiras sucumbir nas mãos dos maus, por motivos que não se justificam.

Sucumbir, somente pela gloria do serviço a Deus, do irrestrito dever da caridade na vivência suprema do amor.

Ora mais, mais um pouco.

Vigia mais, advertido quanto ao rolo compressor que avança inexorável, esmagando os distraídos.

Os tempos, por fim, chegaram, mas recorda-te, Jesus está conosco.

Joanna de Ângelis

da obra “Desperte e Sejas Feliz”, cap. 12, psicografia do médium Divaldo Franco


Joanna de Ângelis

Divaldo Franco proferia palestras no México, em 1960, num Congresso Pan-Americano de Espiritismo. Em sua última conferência, chamou-lhe a atenção um jovem que gravava a palestra com muito interesse. Joanna de Ângelis explica a Divaldo que se tratava de alguém que fazia parte da família espiritual dela e que o médium pedisse ao jovem para levá-lo a San Miguel Nepantla, localidade situada a 80km da Cidade do México.

O jovem engenheiro Ignacio Dominguez López, convidado por Divaldo, prontificou-se a levá-lo até lá. Conduzidos pela Mentora Espiritual, chegaram ao lugarejo onde havia uma propriedade tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional. Ruínas indicavam a antiga construção dedicada a “Sóror Juana Inés de la Cruz”, considerada grande poetisa de língua hispânica, a primeira feminista de fala espanhola. Na parede da casa lia-se um poema de sua autoria, junto ao qual Divaldo fez questão de ser fotografado com os demais companheiros. Numa dessas fotos, para surpresa de todos, aparece a imagem de Joanna de Ângelis.

A Mentora pede a Divaldo que revele a Ignacio que ela fora, em sua penúltima encarnação, Sóror Juana Inés de la Cruz. O jovem, então, leva Divaldo ao Monastério de São Jerônimo onde ela desencarnou. Lá, a Mentora contou mais detalhes sobre aquela existência, inclusive dizendo que Sóror Juana era seu nome religioso, pois na verdade se chamava Juana de Asbaje.

No sesquicentenário da Independência do Brasil, Joanna disse a Divaldo: “Tenho uma notícia a dar-te. Na minha última reencarnação participei das lutas libertadoras do Brasil na Bahia. Eu vivia aqui mesmo, em Salvador, no Convento da Lapa e me chamava Joana Angélica de Jesus. Vai até lá, que eu quero relatar-te como foi o acontecimento”. Divaldo atendeu a sugestão, ela se apresentou com a aparência da época, contou alguns detalhes interessantes e ditou uma mensagem para as comemorações da Independência da Bahia.

Em 1978, Divaldo estava pela terceira vez em Roma, e, dessa vez, em companhia de Nilson de Souza Pereira. Joanna conduziu-os ao Coliseu e descreveu pormenores da vida dos cristãos primitivos, apontando lugares célebres, dentre eles o local exato onde Joana de Cusa, juntamente com o seu filho, haviam sido queimados vivos. Falou a respeito da mártir com tanta riqueza de detalhes que levou o médium a suspeitar que “Joanna de Ângelis” fosse Joana de Cusa. Por coincidência, a Mentora confirmou a suspeita na mesma hora em que, no ano de 68 d.C., acontecera o martírio de Joana, de seu filho e de mais quinhentos cristãos que tiveram seus corpos queimados juntos, de tal modo que as chamas iluminaram a cidade.

Do livro A Veneranda Joanna de Ângelis, de autoria de Divaldo Pereira Franco e Celeste Santos, da Livraria Espírita Alvorada Editora/ LEAL.


Pensamento e Vida

O homem pode ser considerado o pensamento que exterioriza, fomenta e nutre.
Conforme a sua paisagem mental, a existência física será plasmada, face ao vigor da energia direcionada.

O pensamento é a manifestação do anseio espiritual do ser, não uma elaboração cerebral do corpo.

Sendo o Espírito o agente da vida, nos intrincados painéis da sua mente se originam as idéias, que se manifestam através dos impulsos cerebrais, cujos sensores captam a onda pensante e a transformam, dando-lhe a expressão e forma que revestem o conteúdo de que se faz portadora.

O homem de bem, pensando corretamente como conseqüência da sua realidade interior, progride, adicionando forças à própria estrutura.

A criatura de constituição moral frágil, por efeito das suas construções mentais infelizes, envolve-se nas teias dos pensamentos perturbadores e passa a estados tumultuados, doentios.

Como resultado, conclui-se que o Espírito e não o corpo, é fraco ou forte, conforme o conteúdo dos pensamentos que elabora e a que se entrega.

O pensamento é força.

Por isso, atua de acordo com a direção, a intensidade e o significado próprios.

A duração dele decorre da motivação que o constitui, estabelecendo a constância, a permanência e o direcionamento do que possui como emanação da aspiração íntima.

O pensamento são os fenômenos cognitivos que procedem do ser real.

Pensa no amor; e te sentirás afável.

Cultiva a idéia do progresso, e terás estímulo para porfiar, logrando êxito nos empreendimentos.
Sustenta a idéia do bem, e descobrirás quão ditoso és como fruto do anelo vitalizado.

Se pensas no medo, ele assoma e te domina. Se dás atenção ao pessimismo, tornas-te incapaz de realizações ditosas.

Se te preocupas com o mal, permanecerás cercado de temores e problemas.

Se agasalhas as idéias enfermiças, perderás a dádiva da saúde.

Tudo pode ser alterado sob a ação do pensamento.

Vibração que sintoniza com ondas equivalentes, o teu pensamento é o gerador das tuas ações, e estas, as modeladoras da tua vida.

Pensamento e vida, pois, são termos da equação existencial do ser humano.

Pensando na necessidade de ascensão, os heróis, os cientistas, os mártires, os educadores e os santos edificaram o mundo melhor, que ainda não alcançou o seu ápice, porque tu e outros ainda não vos convencestes de pensar bem, agindo melhor; para conquistardes a vitória sobre as paixões, a dor e a infelicidade.

Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Do livro: Vida Feliz


Mensagem do Dia

Repete a lição equivocada, sem qualquer mágoa. A aprendizagem dispõe de várias técnicas para fixar o conhecimento.

A do “erro e o acerto” constitui a mais comum e normal.

Na área dos acontecimentos morais o processo ocorre da mesma forma.

Erro de hoje, reparado mediante a repetição da experiência, aprendizagem fixada para sempre.

 

Joanna de Ângelis


Erotismo

Numa cultura dedicada quase que exclusivamente ao erotismo é natural que o hedonismo predomine nas mentes e nos corações.

Como decorrência das calamidades produzidas pelas guerras contínuas de devastação com as suas armas inteligentes e destruição em massa, o desespero substituiu a confiança que havia entre as criaturas, dando lugar ao desvario de todo porte que ora toma conta da sociedade.

Sem dúvidas, tem havido um grande desenvolvimento cientifico-tecnológico, dantes jamais sonhado, no entanto, não acompanhado pelos valores ético-morais, cada dia mais negligenciados e desrespeitados pelos indivíduos assim como pelas nações.

A globalização, que se anunciava em trombetas, como solução para os magnos problemas socioeconômicos do mundo, experimenta a grande crise, filha espúria da falência moral de muitos homens e mulheres situados na condição de executivos supremos, que regiam as finanças e os recursos de todos, naufragados por falta de dignidade, ora expungindo em cárceres os seus desmandos, deixando porém centenas de instituições de variado porte na falência irrecuperável.

Como efeito, o sexo tornou-se o novo deus da cultura moderna, exaltado em toda parte e elemento de destaque em todas as situações.

Enquanto enxameiam as tragédias, os crimes seriais como o suicídio imediato dos seus autores, os multiplicadores de opinião utilizam-se da mídia alucinada para a saturação das mentes com as notícias perversas, que estimulam psicopatas à prática de hediondez que não lhes havia alcançado a mente.

Pessoas ditas famosas, na arte, no cinema, na televisão, exibem, sem pudor, as suas chagas morais, narrando os abortos que praticaram, a autorização para a eutanásia em seres queridos que lhes obstaculizavam o gozo juvenil, a multiplicação de parceiros sexuais, os adultérios por vingança ou simplesmente por vulgaridade, os preços a que se entregam, as perversões que os caracterizam, vilipendiando os sentimentos daqueles que os veem ou leem estarrecidos uns, com inveja outros, em lamentável comércio de degradação.

Jovens, masculinos e femininos, exibem-se no circo dos prazeres, na condição de escravos burlescos em revistas de sexo explícito ou em filmes de baixa qualidade, tornando-se ídolos da pornografia e da sensualidade doentia.

A pedofilia alcança patamares dantes nunca imaginados, graças à Internet que lhe abre portas ao infinito, quando pais insensatos vendem os filhinhos para o vil comércio do sexo infanto-juvenil, despedaçando-lhes a meninice que vai cruelmente assassinada.

Por outro lado, a prostituição de menores é cada vez maior, porque o cansaço dos viciados exige carnes novas para os apetites selvagens que os consomem.

E, porque vivem sempre entediados e sem estímulos novos, o alcoolismo, o tabagismo, a drogadição constituem o novo passo no rumo da violência, da depressão, do autocídio.

Vive-se, neste momento, a tirania do sexo em exaltação.

As dolorosas lições do passado, de religiosos que não se souberam comportar, desrespeitando os votos formulados, que desmoralizaram as propostas doutrinárias das crenças que abraçavam, o disfarce, a hipocrisia, ocultando as condutas reprocháveis, geraram tal animosidade às formulações espiritualistas, com as exceções compreensíveis, que os jovens não suportam, sequer, referências aos valores do Espírito imortal.

Somente há interesse pelos esportes, particularmente por aqueles de natureza física, no culto apaixonado pela beleza e pela estética de que se tornam escravos por livre opção.

Num período, porém, em que uma boneca serve de modelo, ao invés de haver copiado um ser humano, exigindo que cirurgias corretoras modifiquem a aparência de algumas mulheres, a fim de ficarem com as medidas do brinquedo erótico, é quase normal que haja um verdadeiro ultraje no que diz respeito aos valores reais da vida.

A desconsideração de muitos governantes em relação ao povo que estorcega na miséria, faz que as favelas e os morros vomitem os seus revoltados habitantes para as periódicas ondas de arrastão que estarrecem.

Sucede que o bem não indo ao seu encontro, tem que enfrentar o mal que prolifera e que desce do lugar em que se homizia buscando solução, mantendo comportamentos selvagens.

As cidades, grandes e pequenas, tornam-se praças de guerras não declaradas, porque as necessidades dos sofredores não são atendidas e alguns poderosos que governam, locupletam-se com os valores que deveriam ser destinados à educação, à saúde, ao trabalho, ao recreio dos cidadãos…

É compreensível que aumentem as estatísticas das enfermidades dilaceradoras como o câncer, a tuberculose, as cardiovasculares, a AIDS, outras sexualmente transmissíveis, as infecções hospitalares, dentre diversas, acompanhadas pelos transtornos psicológicos e psiquiátricos que demonstram o atraso em que ainda permanecem as conquistas na área da saúde, embora as suas indescritíveis realizações.

*   *   *

O ser humano estertora…

Em razão da falta de orientação sexual, nestes dias de disparates, a gravidez entre meninas desprevenidas aumenta de forma chocante, como fruto de experiências estimuladas pela vulgaridade, sem qualquer preparo para a maternidade, jogando nas ruas diariamente crescente número de abandonados…

Faltam programas de orientação moral, porque o momento é de prazer e de gozo, condenando a maioria dos incautos ao desespero e à ilusão.

Ainda se prolongará o reinado erótico por algum tempo, até o momento quando as Divinas Leis convidem os responsáveis pelo abuso ao comedimento, à reparação, encaminhando-os para mundos inferiores, onde se encontrarão sob a situação de acerbas aflições, recordando o paraíso que perderam, mas que podem alcançá-lo novamente após as lutas redentoras.

Especialmente nesta hora chegou à Terra o Espiritismo, a fim de convidar as criaturas desnorteadas a encontrar o rumo nos deveres éticos, restaurando a paz e a alegria real nos corações, sem a música mentirosa das sereias mitológicas…

Restaurando a palavra de Jesus, propõe uma revisão ética dos postulados do Cristianismo também ultrajado, a fim de que se revivam os comportamentos de Jesus e dos Seus primeiros discípulos, dando lugar à lídima fraternidade, à iluminação de consciências, ao serviço da caridade.

Mantém-te vigilante, a fim de que não te iludas nem enganes a ninguém, contribuindo com a tua parte, por mais modesta que seja, de modo a fazer instalar-se a era do amor pela qual todos anelam.

Joanna de Ângelis.

Mensagem psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na manhã de 19 de maio de 2009, na residência de Josef Jackulak, em Viena Áustria.

Em 24.05.2010.



O Cansaço

Quanto te sintas sitiado pelo desfalecimento de forças, ou o cansaço se te insinue em forma de desânimo, pára um pouco e refaze-te.

O cansaço é mau conselheiro.

Produz irritação ou indiferença, tomando as energias e exaurindo-as.

Renova a paisagem mental, buscando motivação que te predisponha ao prosseguimento da tarefa.
Por um momento, repousa, a fim de conseguires o vigor e o entusiasmo para a continuidade da ação.
Noutra circunstância, muda de atividade, evitando a monotonia que intoxica os centros da atenção e entorpece as forças.

Não te concedas o luxo do repouso exagerado, evitando tombar na negligência do dever.
Com método e ritmo, conseguirás o equilíbrio psicofísico de que necessitas, para não te renderes à exaustão.

Jesus informou com muita propriedade, numa lição insuperável, que “o Pai até hoje trabalha e eu também trabalho”, sem cansaço nem enfado.

A mente renovada pela prece, e o corpo estimulado pela consciência do dever, não desfalecem sob os fardos, às vezes, quase inevitáveis do cansaço.

Age sempre com alegria e produze sem a perturbação que o cansaço proporciona.

(FRANCO, Divaldo P. Episódios Diários . Pelo Espírito Joanna de Ângelis)


Inibições

A timidez excessiva disfarça o orgulho dominador.

Algumas vezes, esse estado decorre de um mecanismo inibitório fixado na personalidade, que se transformou em comportamento doentio.

O indivíduo que se atormenta, vitimado pelo complexo de inferioridade, mesmo que camuflado, evita chamar a atenção, embora interiormente viva um vulcão de ansiedades e aspirações que asfixia aflitivamente, tomando posições isolacionistas, de onde observa o mundo exterior e as outras pessoas, considerando-as levianas, porque alegres; insensatas, porque espontâneas, ou exibicionistas, porque extrovertidas.

Experimentando a castração emocional que o impede momentaneamente de viver o clima social em que se encontra, sente-se rejeitado, quando é ele próprio quem se recusa a participar das atividades nas quais todos se encontram. Não apenas isso, mas também se utiliza do falso recurso de justificação, supondo-se isolado, porqüanto ninguém se interessa pela sua pessoa, quando, em verdade, por sua vez, tampouco se empenha em tomar conhecimento do que se passa fora de si, ou mesmo demonstrar qualquer interesse pelo seu próximo. Como é natural, não se apresentando receptivo, em razão do respeito que todos se devem mutuamente, as outras pessoas poupam-se ao prazer, ou não prazer de buscá-lo para manter qualquer tipo de intercâmbio fraternal ou afetivo.

A inibição, essa resistência psicológica íntima, a pessoas, acontecimentos e condutas, é causa de muitos males na área da emoção. Empurra o paciente para reflexões pessimistas e autodestrutivas como forma de auto-realização doentia.

Sentindo-se não aceito, acumula azedume e atormenta-se, frustrando as inumeráveis possibilidades de alegria e comunicação.

Quase sempre esse estado mórbido decorre de uma infância infeliz, na qual conviveu com pais autoritários, familiares rebeldes e agressivos, sentindose empurrado. para o ensimesmamento, face ao receio de ser punido por qualquer coisa acontecida, mesmo quando não a houvesse praticado, assumindo postura de vítima que se esforça para agradar sempre, estar permanentemente bem com todos, sem ser incomodado pelas ocorrências ou pelas criaturas.

Essa conduta também expressa alta dose de egoísmo, que se impõe formulas de vivência individualista, reacionária contra tudo quanto lhe parece ambiente hostil e de difícil penetração.

Não possuindo resistência psicológica para sobrepor-se à severidade doméstica, recua para a interiorização, dando asas à imaginação pessimista e perturbada, naufragando no estado de inibição.

Outras vezes, a conduta insensível dos pais, especialmente da mãe — com quem mais se convive no período infantil — fez o atual paciente sentir-se rejeitado, transformado em incômodo que era para os genitores, como se a sua presença lhes constituísse um fardo, eliminando-o, pela indiferença, do grupo familiar.

Essa mesma ocorrência pode também originar-se no convívio com outros adultos e apresentar as suas primeiras marcas no relacionamento com outras crianças que, incapazes de compreender a ocorrência, criticam, expulsam dos seus folguedos, agridem todos aqueles que as desagradam… Ante essa reação dos companheiros de jogos e brincadeiras, agravam-se os conflitos, que se transformarão em conduta de inibição enfermiça. O ser existencial, todavia, é, antes de quaisquer outras considerações, um Espírito imortal, herdeiro de todas as realizações que lhe assinalam a marcha ancestral.

Viajor de muitas experiências em roupagens carnais diferentes e múltiplas, é o arquiteto de glórias e desaires através do comportamento ético-moral, social, religioso, político, artístico e de qualquer outra natureza, por cujas faixas transitou no curso da sua evolução.

Conforme se haja conduzido em uma etapa, transfere para a outra os conteúdos que lhe servirão de alicerce para a formação da personalidade. Por outro lado, o renascimento em lares afetuosos ou agressivos, gentis ou indiferentes, entre expressões de bondade ou de acusação, resulta das ações anteriormente praticadas, que ora lhe cumpre reparar, caso hajam sido infelizes e prejudiciais, ou mais crescer, em razão dos procedimentos enobrecedores. Assim, recuando à concepção fetal, encontra-se o ser pleno, indestrutível, herdeiro de si mesmo, trabalhador incansável do próprio progresso, que lhe cumpre conquistar a esforço pessoal.

Assim considerando, os fatores hereditários e mesológicos, psíquicos e físicos, sociais e emocionais que o compõem estruturando-lhe a personalidade, delineando-lhe a existência humana, têm as suas matrizes fixadas nas atividades desenvolvidas anteriormente.

Aluno da vida, promoção ou recapitulação, reprovação na classe em que estuda na valiosa escola terrestre, dependem exclusivamente do próprio empenho.

Não obstante, o avanço do conhecimento, nas áreas da ciência e da tecnologia, muito tem contribuído para minimizar e mesmo eliminar os fatores traumáticos das reencarnações anteriores, principalmente em razão dos avanços das doutrinas psíquicas, descobrindo o ser transpessoal, viajor entusiasta da imortalidade.

A valiosíssima contribuição de diferentes psicoterapias modernas constitui bênção para os transtornos psicológicos e psiquiátricos da mais variada ordem, não devendo permanecer esquecidos os fatores que desencadearam as ocorrências que precedem ao berço.

Desde o período perinatal, a partir da concepção, que os implementos do pretérito se insculpem no ser em formação, modelando-o conforme as matrizes que se lhe encontram no cerne espiritual.

Por outro lado, além das psicoterapias acadêmicas que auxiliam na libertação dos fenômenos de inibição, o interesse do paciente é de grande valia, mesmo durante o processo de reconquista da saúde.

Inicialmente deve ser estabelecido o veemente desejo de sentir-se bem, liberando-se da perturbadora sensação de permanente mal-estar a que está acostumado.

Para tanto, a substituição de pensamentos negativos, autopunitivos, autodepreciativos, por outros de ordem emuladora ao progresso e à alegria, torna-se de vital importância. Logo depois, a consideração em torno de que todos se apresentam conforme lhes é possível, não lhe cabendo a vacuidade de colocar-se na posição de vítima, em que se compraz, tendo as outras pessoas como suas adversárias, com ou sem razão.

O problema conflitivo se encontra no indivíduo e não no mundo exterior. Quando ele se harmoniza, consegue enfrentar as mais hostis situações como sendo desafios que o incitam ao crescimento interior, ao amadurecimento psicológico, porque a existência humana, em verdade, não é como aprazeria a cada um, mas conforme a estrutura dos acontecimentos e dos impositivos da sociedade, na qual todos se encontram envolvidos.

Ainda aí, no processo de autoterapia, é essencial o desenvolvimento da tolerância para considerar as pessoas como seres em crescimento, com dificuldades no trato consigo mesmas e não como criaturas especiais, eleitas, modelos, que devem constituir o melhor exemplo, embora a si se permita a justificativa de manter-se recluso nas idéias e comportamentos esdrúxulos.

Cada indivíduo é um universo de emoções, de conquistas, de valores por descobrir, merecendo investimentos de alto significado.

O desenvolvimento psicológico do ser humano é processo lento, que deve apresentar-se seguro, sem oscilações, vencendo as diferentes etapas e fixando-as no comportamento, a fim de que se estabeleçam novos patamares que devem ser conquistados.

Esse campo experimental, no qual a emoção se engrandece saudavelmente, é fértil em oportunidades criativas e compensadoras, porqüanto, a inevitável busca do prazer, da harmonia, se transformam em razões emuladoras para o sucesso.

Do livro: “Amor, Imbatível Amor”, ditado pelo espírito de Joanna de Ângelis a Divaldo P. Franco.