Estudo da Semana – 01 de Julho de 2012

O novo Testamento: explicação no livro “O Espírito do Cristianismo”

 

A Justiça dos escribas e fariseus

 

“Porque eu vos digo que se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos Céus.” (Mateus, V, 20.)

“Então falou Jesus ao povo e aos discípulos:

“Na cadeira de Moisés se assentam os escribas e fariseus. Fazei e observai, pois, tudo quanto eles vos disserem, mas não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem. Atam pesados fardos e os põem sobre os ombros dos homens, entretanto eles mesmos nem com o dedo querem movê-los. Praticam, porém, todas as suas obras para serem vistos dos homens, pois alargam os seus filactérios e alongam as suas tímbrias, e gostam dos primeiros lugares nos banquetes, das primeiras cadeiras nas sinagogas, das saudações nas praças, e de serem chamados mestres pelos homens.” (Mateus, XXIII,1 a7.).

 

A Nossa geração parece ter herdado a mania de grandeza dos antigos escribas e fariseus.

Educados pelos sacerdotes da Igreja Católica Romana, que são outras tantas edições aumentadas do Farisaísmo, os nossos “maiorais” não podiam livrar-se do estigma de condenação com que Jesus assinalou aquela “raça de víboras” que o condenou à crucificação.

E não são os sacerdotes de Roma, relembrando os fariseus, e os sacerdotes protestantes, evocando os escribas, que se acham assentados na “Cadeira de Moisés” ditando leis, reunindo concílios, fazendo dogmas, impondo cultos, exigindo dízimos, finalmente atando aos ombros de suas ovelhas, pesados fardos, “que eles mesmos nem com a ponta do dedo querem tocar”?

Não são os padres, constituídos em hierarquia, que alargam seus filactérios, se vestem de púrpura e brocado com cruzes de safira e esmeralda crivadas de brilhantes, que alongam as suas fímbrias para se distinguirem dos demais homens, e, para conseguirem esse plano de domínio, freqüentam os banquetes onde lhes são oferecidos os primeiros lugares, e têm a primazia das igrejas, das quais chegaram a constituir-se proprietários, embora não gastem um vintém para essas edificações?

Não são eles que se tem na conta de mestres em Religião, doutores em Teologia, exigindo que a sua palavra seja o non plus ultra da sabedoria?

Os fariseus constituíam, no tempo de Jesus, uma seita muito numerosa, como a católica romana da atualidade. Os escribas eram os doutores que explicavam a Lei Mosaica ao povo. Faziam causa comum com os fariseus. Estas duas seitas dirigiam a opinião pública em Jerusalém e seus representantes eram homens do governo, ou tinham o apoio do governo.

Jesus, revolucionário denodado, apontava as gentes os rigores da lei porém mandava que todos a ela se subordinassem, porque o Código era rigoroso e impunha penas pesadas a quem a ele não se submetesse.

Entretanto, o Mestre não deixava de chamar a atenção dos seus ouvintes para as ordenações dos escribas e fariseus: “‘observai, pois, tudo quanto eles vos disserem, mas não os imiteis nas suas obras.”

A “justiça dos escribas e fariseus” é, mutatis mutandis, semelhante à justiça católica, à justiça protestante, à justiça que se observa atualmente no mundo entre governos e governados; é a justiça do “dente por dente”, “olho por olho”, que mata os assassinos e que pune os criminosos com o mesmo crime que eles praticaram; é a justiça da condenação eterna erigida em dogmas pelos Papas e Concílios.

É uma justiça sem discernimento e sem justiça, é uma justiça sem misericórdia e sem verdade, é justiça que antigamente dizia ser o Cristo filho de Davi (Mateus, XXII, 41-46), e atualmente erige nos seus tribunais como símbolo de sua Justiça, o Cristo Crucificado.

Mas, esperamos novos Céus, que venham a nós para que o Reino de Deus seja proclamado, e então, sacerdotes de púrpuras, escribas e doutores, governos e parasitas governamentais serão desligados da Terra para expiarem suas faltas em mundos que necessitem de sua ação, entre povos imaturos que também tenham por emblema o “dente por dente, olho por olho”.

O nosso planeta está no período agudo das dores que assinalam a Era Nova, em que resplandecerão, como estrelas de primeira grandeza: a Justiça, a Misericórdia e a Fé.

 

 

 

O livro dos Espíritos

58. Os mundos mais afastados do Sol estarão privados de luz e calor, por motivo de esse astro se lhes mostrar apenas com a aparência de uma estrela?

 

“Pensais então que não há outras fontes de luz e calor além do Sol e em nenhuma conta tendes a eletricidade que, em certos mundos, desempenha um papel que desconheceis e bem mais importante do que o que lhe cabe desempenhar na Terra? Demais, não dissemos que todos os seres são feitos de igual matéria que vós outros e com órgãos de conformação idêntica à dos vossos.”

As condições de existência dos seres que habitam os diferentes mundos hão de ser adequadas ao meio em que lhes cumpre viver. Se jamais houvéramos visto peixes, não compreenderíamos pudesse haver seres que vivessem dentro dágua. Assim acontece com relação aos outros mundos, que sem dúvida contêm elementos que desconhecemos. Não vemos na Terra as longas noites polares iluminadas pela eletricidade das auroras boreais? Que há de impossível em ser a eletricidade, nalguns mundos, mais abundante do que na Terra e desempenhar neles uma função de ordem geral, cujos efeitos não podemos compreender? Bem pode suceder, portanto, que esses mundos tragam em si mesmos as fontes de calor e de luz necessárias a seus habitantes.

Libertação

 

Ouvindo Elucidações

 

            …“Os investigadores do raciocínio, ligeiramente tisnados de princípios religiosos, identificam tão somente, nessa anomalia  sinistra, a renitência da imperfeição e da fragilidade da carne, como se a carne fosse permanente individuação diabólica, esquecidos de que a matéria mais densa não é senão o conjunto das vidas inferiores incontáveis, em processo de aprimoramento,  crescimento e libertação.

“Nos campos da Crosta Planetária, queda-se a inteligência, qual se fora anestesiada por perigosos narcóticos da ilusão; no entanto, auxiliá-la-emos a sentir e reconhecer que o espírito permanece vibrando em todos os ângulos da existência.

“Cada espécie de seres, do cristal até o homem, e do homem até o anjo, abrange inumeráveis famílias de criaturas, operando em determinada freqüência do Universo. E o amor divino alcança-nos a todos, à maneira do Sol que abraça os sábios e os vermes.

“Todavia, quem avança demora-se em ligação com quem se localiza na esfera próxima.

“O domínio vegetal vale-se do império mineral para sustentar-se e evoluir. Os animais aproveitam os vegetais na obra de aprimoramento. Os homens se socorrem de uns e outros para crescerem mentalmente e prosseguir adiante…

“Atritam os reinos da vida, conhecidos na Terra, entre si.

“Torturam-se e entredevoram-se, através de rudes experiências, a fim de que os valores espirituais se desenvolvam e resplandeçam, refletindo a divina luz…”

Espírito e Vida

 

Deslizes Ocultos

 

       “167. Qual o fim objetivado com a reen­carnação?

       “Expiação, melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isto, onde a justiça?”

       O LIVRO DOS ESPÍRITOS

 

Punge-te o coração o sofrimento do hanseniano lacerado, com amputações, carpindo rude expiação.

Aflige-te o espírito o obsesso emparedado nos cor­redores escuros do desalinho psíquico.

Angustia-te a sensibilidade o canceroso com prazo marcado na contingência carnal…

Faz-te sofrer o cerceamento social imposto ao de­linqüente, que se comprometeu por infelicidade mo­mentânea, arruinando outrem e a si mesmo infelicitando.

Constrange-te a visão do deformado físico, tera­togênico ou vítima circunstancial de um desastre ou tragédia, que arrasta a ruína orgânica, em viagem de longo curso.

Suscita-te piedade o espetáculo deprimente dos órfãos ao desamparo e dos velhinhos sem agassalho, exibindo a miséria nas ruas do desconforto.

Confrangem-te o peito os caídos ao relento, que fizeram dos passeios e portais rústicos de ruelas escuras o grabato de dolorosas provações.

Dói-te a patética das mães viúvas e esfaimadas e dos enfermos sem medicamentos ou, ainda, dos esque­cidos pelo organismo social.

Todos são passíveis do teu melhor sentimen­to de amor e compunção.

Ao fitá-lo, recordas-te dos “filhos do Calvário” e evocas, naturalmente, Jesus…

Eles, porém, estes sofredores, estão em resgate, dependendo deles mesmos a felicidade para o amanhã.

Já foram alcançados pelo invencível poder da Lei Divina.

Outros há que passam distribuindo simpatia e cordialidade, merecedores, no entanto, da mais profun­da comiseração.

Alguns têm o corpo jovem, e fazem dele merca­doria de preço variável na insegura balança das emo­ções negociáveis.

Muitos sorriem e são tiranos da família, que esmagam impiedosamente.

Vários são disputados nas altas rodas das comu­nidades e vivem do fruto infeliz das drogas estupefa­cientes.

Diversos mantêm bordéis e aliciam jovens le­vianos.

Uns jogam na bolsa da usura e ludibriam corações invigilantes e arrebatados…

Outros comercializam a honorabilidade do lar ou envilecem a dignidade dos ascendentes.

Inúmeros são agiotas corteses, conquanto inescru­pulosos e cruéis.

Incontáveis caluniam, amaldiçoam, apontam as falhas do próximo e, aparentemente, são justos, leais e bons.

Alçados alguns às posições invejáveis das artes, da política, das religiões são mendazes e empedernidos, delicados por profissão e criminosos disfarçados.

Uma infinidade destes, porém, ao nosso lado ou sob o nosso teto parecem nobres e honrados, sadios e corretos, mas não são..

Aqueles, os em resgate, possivelmente encontram-se arrependidos, ou, sob o látego da dor predispõem­-se às tarefas de recomeço feliz, mais tarde.

Estes, como são ignorados pelas leis dos homens, desconhecidos dos magistrados, prosseguem na carrei­ra insidiosa da loucura que os arrasta à meta do auto­cídio direto ou indireto.

Ludibriando sempre, esquecem-se de si mesmos.

Não os esquecerá, todavia, a Lei.

O  que fazem e como o fazem, o que pensam e contra quem pensam inscrevem-no, gravam-no no perispírito com rigorosa precisão, para depois…

Todas as culpas ocultas se transformarão em feri­das que clamarão pelo tempo e espaço medicamentos eficazes e dolorosos.

Expoliadores dos bens divinos, experimentarão o fruto da falácia e da zombaria.

Ouviram, sim, através dos tempos, os apelos da verdade e da vida.

Conheceram e sabem qual a trilha da retidão.

Podem agir com acerto.

Preferem, no entanto, assim. São os construtores do amanhã.

Ora e apiadas-te, meditando neles e nos seus cri­mes disfarçados e ocultos, para te acautelares.

A queda e o erro, o ato infeliz e o compromisso negativo que os demais ignoram, todos podem condu­zir em silencioso calvário. É necessário, porém, o esforço para a reeducação da mente e a disciplina do espírito.

Todas as vezes em que o Mestre ofereceu miseri­córdia e socorro a alguém no sublime desiderato do seu apostolado redentor, foi claro e severo quanto à não continuidade no erro.

Pensando nisso, dilata o amor aos sofredores, a piedade aos geradores de sofrimentos, mas cuida de não te comprometeres com a retaguarda, porqüanto amanhã, diante da consciência liberta, as tuas sombras serão os fantasmas a criarem problemas contigo ante a Lei Sublime do Excelso Amor.

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