Arquivo para janeiro, 2012

A música e a elevação do pensamento – II

Como já comentamos aqui há um tempo, a boa música exerce um papel muito importante para inspirar o ser e o auxiliar a elevar o seu pensamento. Aqui destacamos um trecho da obra “Ação e Reação”, de André Luiz, em que o narrador nos conta os desdobramentos de uma simples execução de uma obra de Beethoven para acionar diversos mecanismos da nossa mente, que favorecem à introspecção e à reflexão acerca das questões mais elevadas.

 

A referida música, num dos seus diversos movimentos, pode ser ouvida no vídeo abaixo:

 

“E Paulino deu-nos acesso ao interior familiar, situando-nos num espaçoso gabinete em que um homem maduro jazia debruçado sobre um livro. O generoso anfitrião no-lo apresentou como sendo o filho encarnado, cuja missão técnica assistia com invariável

desvelo. E, porque indagasse ao diretor de nossa excursão em que poderia servir-nos, Silas rogou-lhe os bons ofícios, junto ao filho, para que nos fosse propiciado, ali, o prazer de alguns momentos de música, solicitando-lhe, se possível, alguma página especial de Beethoven.

Com surpresa, vimos nosso amigo abeirar-se do engenheiro, segredando-lhe algo aos ouvidos. E, longe de assinalar-nos a presença, qual se estivesse constrangido por si mesmo a ouvir música, o cavalheiro interrompeu a leitura, dirigiu-se à eletrola e

consultou pequena discoteca, de que retirou a Pastoral do grande compositor a que nos referimos.

Em breves momentos, o recinto povoava-se para nós de encantamento e alegria, sonoridade e beleza. Silas, com alma e coração, ouvia conosco a sinfonia admirável, toda ela estruturada em bênçãos da Natureza sublimada.

Com Clarindo, atraído para as lides campestres, sentíamos mentalmente a presença do bosque, repleto de pássaros cantores sobrevoando um regato cristalino a deslizar sobre leitosos seixos, e, qual se a paisagem imaginária obedecesse à narração melódica,

vimo-la transformar-se, de repente, dando-nos a idéia de que o céu, dantes azul, se cobria de nuvens pesadas e pardacentas, a despejarem faíscas e trovões, para depois retornar ao quadro florido, entre cânticos e preces… E, com Leonel, apaixonado pela

arte divina, registrávamos o império da música, em sua majestade soberana, arrebatando-nos às mais sublimes emoções.

Aqueles minutos valiam para nós como abençoada oração. Os lances da magnífica sinfonia como que nos elevavam a círculos harmoniosos de ignota beleza e todos trazíamos lágrimas abundantes, de vez que os encantadores acordes em movimento possuíam a faculdade de lavar-nos, miraculosamente, os refolhos do ser.

Findas as notas derradeiras, despedimo-nos, maravilhados. Nossos pensamentos vibravam em sintonia mais pura, e os nossos corações pareciam mais fraternos.”

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Simeão e o Menino

Dizem que Simeão, o velho Simeão, homem justo e temente a Deus, mencionado no Evangelho de Lucas, após saudar Jesus criança, no templo de Jerusalém, conservou-o nos braços acolhedores de velho, a distância de José e Maria, e dirigiu-lhe a palavra, com discreta emoção:

 

– Celeste Menino – perguntou o patriarca -, porque preferiste a palha humilde da Manjedoura? Já que vens representar os interesses do Eterno Senhor na Terra, como não vestiste a púrpura imperial? Como não nasceste ao lado de Augusto, o divino, para defender o flagelado povo de Israel? Longe dos senhores romanos, como advogarás a causa dos humildes e dos justos? Porque não vieste ao pé daqueles que vestem a toga dos magistrados? Então, podereis ombrear com os patrícios ilustres, movimentar-te-ias entre legionários e tribunos, gladiadores e pretorianos, atendendo-nos à libertação… Porque não chegaste, como Moisés, valendo-se do prestígio da casa do faraó? Quem te preparará, Embaixador Eterno, para o ministério santo? Que será de ti, sem lugar no Sinédrio? Samuel mobilizou a força contra os filisteus, preservando-nos a superioridade: Saul guerreou até a morte, por manter-nos a dominação; David estimava o fausto do poder: Salomão, prestigiado por casamento de significação política, viveu para administrar os bens enormes que lhe cabiam no mundo… Mas… tu? Não te ligaste aos príncipes, nem aos juízes, nem aos sacerdotes… Não encontrarias outro lugar, além do estábulo singelo?…

 

Jesus menino escutou-o, mostrou-lhe sublime sorriso, mas o ancião, tomado de angústia, contemplou-o, mais detidamente, e continuou:

– Onde representarás os interesses do Supremo Senhor? Sentar-te-ás entre os poderosos?

Escreverás novos livros da sabedoria? Improvisará discursos que obscureçam os grandes oradores de Atenas e Roma? Amontoarás dinheiro suficiente para redimir os que sofrem?

Erguerás novo templo de pedra, onde o rico e o pobre aprendam a ser filhos de Deus? Ordenará a execução da lei, decretando medidas que obrigam a transformação imediata de Israel?

 

Depois de longo intervalo, indagou em lágrimas:

 

– Dize-me, ó Divina Criança, onde representarás os interesses de nosso Supremo Pai?

O menino tenro ergueu, então, a pequenina destra e bateu, muitas vezes, naquele peito

envelhecido que se inclinava já para o sepulcro…

 

Nesse instante, aproximou-se Maria e o recolheu nos braços maternos. Somente após a morte do corpo. Simeão veio, a saber, que o Menino Celeste não o deixara sem resposta.

 

O infante Sublime, no gesto silencioso, quisera dizer que não vinha representar os interesses do Céu nas organizações respeitáveis, mas efêmeras da Terra. Vinha da Casa do Pai justamente para representá-Lo no coração dos homens.

 

Irmão X

Pontos e Contos – Psicografia de Francisco Cândido Xavier


O Futuro e a Família – Mensagem de Bezerra de Menezes

 

Mensagem do espírito Bezerra de Menezes através da Psicofonia de Divaldo Pereira Franco, na palestra “Flopete, um Lírio no Pântano”, proferida em Santo André – São Paulo/SP.


Memorial CEAC

Foi inaugurado o Memorial do Centro Espírita Amor e Caridade, que reúne diversos acontecimentos que marcaram a história do Centro desde a sua fundação, em 1947.

São correspondências, fotos, artigos de jornal e outros documentos históricos que trazem novas informações às novas gerações de trabalhadores e visitantes da casa, além de reforçarem antigos e fortes laços com os colaboradores que sempre estiveram presentes nas atividades.

Vale a visita, o Memorial fica na própria casa e funciona de segunda à sexta, das 9h00 às 15h00.