Joanna de Ângelis

Divaldo Franco proferia palestras no México, em 1960, num Congresso Pan-Americano de Espiritismo. Em sua última conferência, chamou-lhe a atenção um jovem que gravava a palestra com muito interesse. Joanna de Ângelis explica a Divaldo que se tratava de alguém que fazia parte da família espiritual dela e que o médium pedisse ao jovem para levá-lo a San Miguel Nepantla, localidade situada a 80km da Cidade do México.

O jovem engenheiro Ignacio Dominguez López, convidado por Divaldo, prontificou-se a levá-lo até lá. Conduzidos pela Mentora Espiritual, chegaram ao lugarejo onde havia uma propriedade tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional. Ruínas indicavam a antiga construção dedicada a “Sóror Juana Inés de la Cruz”, considerada grande poetisa de língua hispânica, a primeira feminista de fala espanhola. Na parede da casa lia-se um poema de sua autoria, junto ao qual Divaldo fez questão de ser fotografado com os demais companheiros. Numa dessas fotos, para surpresa de todos, aparece a imagem de Joanna de Ângelis.

A Mentora pede a Divaldo que revele a Ignacio que ela fora, em sua penúltima encarnação, Sóror Juana Inés de la Cruz. O jovem, então, leva Divaldo ao Monastério de São Jerônimo onde ela desencarnou. Lá, a Mentora contou mais detalhes sobre aquela existência, inclusive dizendo que Sóror Juana era seu nome religioso, pois na verdade se chamava Juana de Asbaje.

No sesquicentenário da Independência do Brasil, Joanna disse a Divaldo: “Tenho uma notícia a dar-te. Na minha última reencarnação participei das lutas libertadoras do Brasil na Bahia. Eu vivia aqui mesmo, em Salvador, no Convento da Lapa e me chamava Joana Angélica de Jesus. Vai até lá, que eu quero relatar-te como foi o acontecimento”. Divaldo atendeu a sugestão, ela se apresentou com a aparência da época, contou alguns detalhes interessantes e ditou uma mensagem para as comemorações da Independência da Bahia.

Em 1978, Divaldo estava pela terceira vez em Roma, e, dessa vez, em companhia de Nilson de Souza Pereira. Joanna conduziu-os ao Coliseu e descreveu pormenores da vida dos cristãos primitivos, apontando lugares célebres, dentre eles o local exato onde Joana de Cusa, juntamente com o seu filho, haviam sido queimados vivos. Falou a respeito da mártir com tanta riqueza de detalhes que levou o médium a suspeitar que “Joanna de Ângelis” fosse Joana de Cusa. Por coincidência, a Mentora confirmou a suspeita na mesma hora em que, no ano de 68 d.C., acontecera o martírio de Joana, de seu filho e de mais quinhentos cristãos que tiveram seus corpos queimados juntos, de tal modo que as chamas iluminaram a cidade.

Do livro A Veneranda Joanna de Ângelis, de autoria de Divaldo Pereira Franco e Celeste Santos, da Livraria Espírita Alvorada Editora/ LEAL.

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