Arquivo para dezembro, 2010

Carta de Ano Novo

Ano Novo é também renovação de nossa oportunidade de aprender, trabalhar e servir.

O tempo, como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário, descerrando-nos horizontes mais claros para a necessária ascensão.

Lembra-te de que o ano em retorno é novo dia a convocar-te para execução de velhas promessas, que ainda não tiveste a coragem de cumprir.

Se tens inimigo, faze das horas renascer-te o caminho da reconciliação.

Se foste ofendido, perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para frente.

Se descansaste em demasia, volve ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para a colheita do porvir.

Se a tristeza te requisita, esquece-a e procura a alegria serena da consciência feliz no dever bem cumprido.

Novo Ano! Novo Dia!

Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.

Recorda que há mais ignorância que maldade, em torno de teu destino.

Não maldigas, nem condenes.

Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.

Não te desanimes, nem te desconsoles.

Cultiva o bom ânimo com os que te visitam, dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.

Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso, repete-nos de hora a hora:

– Ama e auxilia sempre.

Ajuda aos outros, amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração.

Emmanuel

Livro Vida e Caminho 

Francisco Cândido Xavier

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Amigos Oram Juntos – 22/12/2010

DEVER-SE-Á PÔR TERMO ÀS PROVAS DO PRÓXIMO?

27. Deve alguém pôr termo às provas do seu próximo quando o possa, ou deve, para respeitar os desígnios de Deus, deixar que sigam seu curso?

Já vos temos dito e repetido muitíssimas vezes que estais nessa Terra de expiação para concluirdes as vossas provas e que tudo que vos sucede é conseqüência das vossas existências anteriores, são os juros da dívida que tendes de pagar. Esse pensamento, porém, provoca em certas pessoas reflexões que devem ser combatidas, devido aos funestos efeitos que poderiam determinar.

Pensam alguns que, estando-se na Terra para expiar, cumpre que as provas sigam seu curso. Outros há, mesmo, que vão até ao ponto de julgar que, não só nada devem fazer para as atenuar, mas que, ao contrário, devem contribuir para que elas sejam mais proveitosas, tornando-as mais vivas. Grande erro. É certo que as vossas provas têm de seguir o curso que lhes traçou Deus; dar-se-á, porém, conheçais esse curso? Sabeis até onde têm elas de ir e se o vosso Pai misericordioso não terá dito ao sofrimento de tal ou tal dos vossos irmãos: “Não irás mais longe?” Sabeis se a Providência não vos escolheu, não como instrumento de suplício para agravar os sofrimentos do culpado, mas como o bálsamo da consolação para fazer cicatrizar as chagas que a sua justiça abrira? Não digais, pois, quando virdes atingido um dos vossos irmãos: “É a justiça de Deus, importa que siga o seu curso.” Dizei antes: “Vejamos que meios o Pai misericordioso me pôs ao alcance para suavizar o sofrimento do meu irmão. Vejamos se as minhas consolações morais, o meu amparo material ou meus conselhos poderão ajudá-lo a vencer essa prova com mais energia,paciência e resignação. Vejamos mesmo se Deus não me pôs nas mãos os meios de fazer que cesse esse sofrimento; se não me deu a mim, também como prova, como expiação talvez, deter o mal e substituí-lo pela paz.”

Ajudai-vos, pois, sempre, mutuamente, nas vossas respectivas provações e nunca vos considereis instrumentos de tortura. Contra essa idéia deve revoltar-se todo homem de coração, principalmente todo espírita, porquanto este, melhor do que qualquer outro, deve compreender a extensão infinita da bondade de Deus. Deve o espírita estar compenetrado de que a sua vida toda tem de ser um ato de amor e de devotamento; que, faça ele o que fizer para se opor às decisões do Senhor, estas se cumprirão. Pode, portanto, sem receio, empregar todos os esforços por atenuar o amargor da expiação, certo, porém, de que só a Deus cabe detê-la ou prolongá-la, conforme julgar conveniente.

Não haveria imenso orgulho, da parte do homem, em se considerar no direito de, por assim dizer, revirar a arma dentro da ferida? De aumentar a dose do veneno nas vísceras daquele que está sofrendo, sob o pretexto de que tal é a sua expiação? Oh! considerai-vos sempre como instrumento para fazê-la cessar. Resumindo: todos estais na Terra para expiar; mas, todos, sem exceção, deveis esforçar-vos por abrandar a expiação dos vossos semelhantes, de acordo com a lei de amor e caridade. – Bernardino, Espírito protetor. (Bordéus, 1863.)

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
CAPITULO 5, item 27
Allan Kardec
FEB – 2002


Assuntos

É verdade.

Por mais que silencies e por mais que a prudência te assinale as manifestações, a vida te exige relacionamento.

E o relacionamento te pede falar.

Surgem aqueles que se referem ao tempo e às dificuldades do mundo.

Outros se reportam aos fatos da época em que vives, comentando ocorrências que a imprensa divulga.

E, em muitas ocasiões, anotas a inconveniência e a infelicidade dos apontamentos expostos.

Quando isso acontecer, respeita as qualidades e os créditos daqueles que comandam as notas que o boato acalenta e modifica a situação.

Todo diálogo assemelha-se à estrada de que se pode retirar esse ou aquele ramal para determinados fins.

À vista disso, quando a conversação ambiente se te mostre indesejável,usa tato e caridade e improvisa um ramal para o trânsito de novas idéias.

Feito isso, tanto quanto possível e se possível, auxilia aos circunstantes, falando de Jesus.

Meimei

Do livro Cura – Autores Diversos – Psicografia de Francisco Cândido Xavier


O Ódio – Amigos oram Juntos – 15/12/2010

10. Amai-vos uns aos outros e sereis felizes. Tomai sobretudo a peito amar os que vos inspiram indiferença, ódio, ou desprezo. O Cristo, que deveis considerar modelo, deu-vos o exemplo desse devotamento. Missionário do amor, ele amou até dar o sangue e a vida por amor. Penoso vos é o sacrifício de amardes os que vos ultrajam e perseguem; mas, precisamente, esse sacrifício é que vos torna superiores a eles. Se os odiásseis, como vos odeiam, não valeríeis mais do que eles. Amá-los é a hóstia imácula que ofereceis a Deus na ara dos vossos corações, hóstia de agradável aroma e cujo perfume lhe sobe até o seio. Se bem a lei de amor mande que cada um ame indistintamente a todos os seus irmãos, ela não couraça o coração contra os maus procederes; esta é, ao contrário, a prova mais angustiosa, e eu o sei bem, porquanto, durante a minha última existência terrena, experimentei essa tortura. Mas Deus lá está e pune nesta vida e na outra os que violam a lei de amor. Não esqueçais, meus queridos filhos, que o amor aproxima de Deus a criatura e o ódio a distancia dele. – Fénelon. (Bordéus, 1861.)

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
CAPITULO 12, item 10
Allan Kardec
FEB – 2002


A Língua

Não obstante pequena e leve, a língua é, indubitavelmente, um dos fatores determinantes no destino das criaturas.

Ponderada – favorece o juízo.

Leviana – descortina a imprudência.

Alegre – espalha otimismo.

Triste – semeia desânimo.

Generosa – abre caminho à elevação.

Maledicente – cava despenhadeiros.

Gentil – provoca reconhecimento.

Atrevida – traz a perturbação.

Serena – produz calma.

Fervorosa – impõe a confiança.

Descrente – invoca a frieza.

Francisco Cândido Xavier,. Da obra: Preces e Mensagens Espirituais.
Ditado pelo Espírito André Luiz.


Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1 – Disciplinar os próprios impulsos.

2 – Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3 – Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4 – Aceitar sem revolta a crítica e a reprovação.

5 – Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6 – Evitar as conversações inúteis.

7 – Receber o sofrimento o processo de nossa educação.

8 – Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9 – Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10 – Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.

Francisco Cândido Xavier. Da obra: Paz e Renovação.
Ditado pelo Espírito André Luiz.


Transformação

O homem triste caminhava com lentidão, abatido, pela senda, embora a festa do Dia em som e cores deslumbrantes. Atraído por leve falena colorida, explodiu, em consideração queixosa:

– Tão insignificante quão frágil, todavia, tão bela!… Que fizeste para librar ditosa nas correntes aéreas?

A borboleta, atraída pelo apelo, respondeu, sem rebuços:

– Transformei-me de lagarta rastejante em flor que vibra, flutuando na atmosfera.  Suportei a limitação como verme, a dificuldade que me fazia asquerosa e perseguida, aguardando, confiante, o sono que viria e do qual Alguém me despertaria para a vida. Agora, superadas as aflições, sou feliz.

Diante disso, a alma sofredora compreendeu que a felicidade de planar acima do lodo e do pó somente é possível depois do milagre da hibernação. Sorriu e continuou, recordando-se de que, apesar da agonia que a tomava, acima de tudo, Deus vela.

Da noite arranca o dia e da morte traz ressurreição luminosa, transformando a vida.

 

Do livro “No longe do jardim”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Eros