Arquivo para agosto, 2009

Edificação do Reino

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“O Reino de Deus está no meio de vós”
Jesus (Lucas, 17:21)

Nem na alegria excessiva que ensurdece.
Nem na tristeza demasiada que deprime.
Nem na ternura incondicional que prejudica.
Nem na severidade indiscriminada que destrói.
Nem na cegueira afetiva que jamais corrige.
Nem no rigor que resseca.
Nem no absurdo afirmativo que é o dogma.
Nem no absurdo negativo que é vaidade.
Nem nas obras sem fé que se reduzem a pedra e pó.
Nem na fé sem obras que é estagnação da alma.
Nem no movimento sem ideal de elevação que é cansaço vazio.
Nem no ideal de elevação sem movimento que é ociosidade brilhante.
Nem cabeça excessivamente voltada para o firmamento com inteira despreocupação do valioso trabalho na Terra.
Nem pés definitivamente chumbados ao chão do Planeta com integral esquecimento dos apelos do Céu.
Nem exigência a todo instante.
Nem desculpa sem-fim.
O Reino Divino não será concretizado na Terra, através de atitudes extremistas.
O próprio Mestre asseverou-nos que sublime realização está no meio de nós.
A edificação do Reino Divino é obra de aprimoramento, de ordem, esforço e aplicação aos desígnios do Mestre, com bases no trabalho metódico e na harmonia necessária.
Não te prendas excessivamente às dificuldades do dia de ontem, nem te inquietes demasiado pelos prováveis obstáculos de amanhã.
Vive e age bem no dia de hoje, equilibra-te e vencerás.

Xavier, Francisco Cândido, Vinha de Luz, pelo espírito Emmanuel. 15.ed. Rio de Janeiro,  FEB, 1998, cap.  177.

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Meimei

Meimei

Homenageada por tantas casas espíritas, que adotam o seu nome; autora de vários livros psicografados por Chico Xavier, entre eles: “Pai Nosso”, “Amizade”, “Palavras do Coração”, “Cartilha do bem”, “Evangelho em Casa”, “Deus Aguarda”, “Mãe” etc… e, no entanto, tão pouco conhecida pelos testemunhos que teve de dar quando em vida, Irma de Castro – seu nome de batismo – foi um exemplo de resignação ante a dor, que lhe ceifou todos os prazeres que a vida poderia permitir a uma jovem cheia de sonhos e de esperanças.

Nascida em 22 de outubro de 1922, na cidade de Mateus Leme, MG, transferiu residência para Belo Horizonte em 1934, onde conheceu Arnaldo Rocha, com quem se casou aos 22 anos de idade, tornando-se então, Irma de Castro Rocha.

 O casamento durou apenas dois anos, pois veio a falecer com 24 anos de idade, por complicações generalizadas devidas a uma nefrite crônica.

 

A Origem da Doença

Durante toda a infância Meimei teve problemas em suas amígdalas. Tinha sua região glútea toda marcada por injeções. Logo após o casamento, voltou a apresentar o quadro, tendo que se submeter a uma cirurgia para extração dessas glândulas. Infelizmente, após a operação, um pequeno pedaço permaneceu em seu corpo, dando origem a todo o drama que viria a ter que enfrentar, pois o quadro complicou-se com perturbações renais que culminaram com hipertensão arterial e craniana.

 Durante os últimos dias de vida, o sofrimento aumentou. Tinha de fazer exames de urina, sangue e punções na medula, semanalmente. Segundo Arnaldo Rocha, seu marido, Meimei viveu esse período com muita resignação, humildade e paciência.

 

A Desencarnação

Os momentos finais foram muito dolorosos. Seus pulmões não resistiram, apresentando um processo de edema agudo, fazendo com que ela emitisse sangue pela boca. Seus últimos trinta minutos de vida foram de desespero e aflição. Mas, no final deste quadro, com o encerramento da vida física, seu corpo voltou a apresentar a expressão de calma que sempre a caracterizou. Meimei foi enterrada no cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte.

 

Surge Chico Xavier

Aproximadamente cinqüenta dias após a desencarnação da esposa, Arnaldo Rocha, profundamente abatido, acompanhado de seu irmão Orlando, que era espírita, descia a Av. Santos Dumont, em Belo Horizonte, quando avistou o médium Chico Xavier. Arnaldo não era espírita e nunca privara da companhia do médium até aquele momento.

Quase dez anos atrás haviam-no apresentado a ele, muito rapidamente. Ele devia ter pouco mais de doze anos. O que aconteceu ali, naquele momento, mudou completamente sua vida. E é ele mesmo quem narra o ocorrido:

“Chico olhou-me e disse: “Ora gente, é o nosso Arnaldo, está triste, magro, cheio de saudades da querida Meimei”… Afagando-me, com a ternura que lhe é própria, foi-me dizendo: “Deixe-me ver, meu filho, o retrato de nossa Meimei que você guarda na carteira.” E, dessa forma, após olhar a foto que Arnaldo lhe apresentara, Chico lhe disse: – Nossa querida princesa Meimei quer muito lhe falar!”

E, naquela noite, em uma reunião realizada em casa de amigos espíritas de Belo Horizonte, Meimei deixou sua primeira mensagem psicografada.

E, com o passar dos anos, Chico foi revelando aos amigos mais chegados que Meimei era a mesma Blandina, citada por André Luiz na obra “Entre a Terra e o Céu” (capítulos 9 e 10), que morava na cidade espiritual “Nosso Lar”; disse, também, que ela é a mesma Blandina, filha de Taciano e Helena, que Emmanuel descreve no romance “Ave Cristo”, e que viveu no terceiro século depois de Jesus.

Enfim, para concluir, resta apenas dizer que “Meimei” era um apelido carinhoso que o casal Arnando-Irma passou a usar, após a leitura de um conto chamado “Um Momento em Pequim”, de autor americano. Ambos passaram a se tratar dessa forma: “Meu Meimei”. E, segundo Arnaldo, Chico não poderia saber disso.  

 

Materialização de Meimei

“Uma noite, sentimos um delicioso perfume. Intimamente, achei que era o mesmo que Meimei costumava usar. Surpreendi-me quando percebi que o corredor ia se iluminando aos poucos, como se alguém caminhasse por ele portando uma lanterna. Subitamente, a luminosidade extinguiu-se.

Momentos depois, a sala iluminou-se novamente. No centro dela, havia como que uma estátua luminescente. Um véu cobria-lhe o rosto. Ergueu ambos os braços e, elegantemente, etereamente, o retirou, passando as mãos pela cabeça, fazendo cair uma cascata de lindos cabelos pretos, até a cintura.

Era Meimei. Olhou-me, cumprimentou-me e dirigiu-se até onde eu estava sentado. Sua roupagem era de um tecido leve e transparente. Estava linda e donairosa! Levantei-me para abraçá-la e senti o bater de seu coração espiritual.

Beijamo-nos fraternalmente e ela acariciou o meu rosto e brincou com minhas orelhas, como não podia deixar de ser. Ao elogiar sua beleza, a fragrância que emanava, a elegância dos trajes, em sua tênue feminilidade, disse-me:

– “Ora, meu Meimei, aqui também nos preocupamos com a apresentação pessoal! A ajuda aos nossos semelhantes, o trabalho fraterno fazem-nos mais belos e, afinal de contas, eu sou uma mulher! Preparei-me para você, seu moço! Não iria gostar de uma Meimei feia!”

 

Fonte: Mofra – Texto de Arnaldo Rocha. Trecho do livro “Chico Xavier – Mandato de Amor”. União Espírita Mineira – Belo Horizonte, 1992.


Prece da Mocidade Cristã

Senhor !

Ensina-me a servir ao próximo para que eu aprenda a servir-Te.

Não me abandones à vontade das experiências inferiores, nem me confies aos meus próprios desejos.

Venho hoje ao encontro do Teu Evangelho de Luz, mas trago no coração a sombra em que respirei até ontem.

Mestre, querer é poder, todavia, induz-me a querer o Bem para que o mal não me inutilize.

Fazei-me sentir que somente os meios retos conduzem aos fins corretos.

Dá-me a cultura da inteligência e do coração.

Não me deixe vaguear na razão da força para que a força da razão me auxilies a discernir.

Guia-me os propósitos para que a minha coragem não seja petulância e para que a minha humildade não seja abjeção.

Fortalece-me o pensamento no estudo e guarda minhas mãos no trabalho digno.

Mostra-me o amor que brilha no espírito, acima do nevoeiro da carne, a fim de que não me precipite na voragem da ilusão.

Inspira-me o respeito aos companheiros mais velhos que me dirigem os passos, para que a irreverência não me conduza ai escárnio de meu próprio caminho.

Inspira-me a compreensão, a diligência e a fraternidade!

Ampara-me na conquista do prêmio do dever bem cumprido.

Sustenta-me para que eu seja fiel ao Bem e ensina-me que, à claridade da Tua Bênção, depende apenas de mim que eu seja pior ou melhor, hoje e amanhã!

Auxilia, perdoa, trabalha, ama e serve, gastando sensatamente os recursos o que o Céu te situou no caminho e nas mãos, como quem sabe que a Contabilidade Divina a todos nos procura no grave instante do acerto justo.

Bezerra de Menezes


Uma Realeza Terrena

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Quem poderia, melhor do que eu, compreender a verdade destas palavras de Nosso Senhor: Meu Reino não é deste mundo? O orgulho me perdeu sobre a Terra. Quem, pois, compreenderia o nada dos reinos do mundo se eu não o compreendesse? O que foi que eu levei comigo, da minha realeza terrena? Nada, absolutamente nada. E como para tornar a lição mais terrível, ela não me acompanhou sequer até o túmulo! Rainha eu fui entre os homens, e rainha pensei chegar ao Reino dos Céus. Mas que desilusão! E que humilhação, quando, em vez de ser ali recebida como soberana, tive de ver acima de mim, mas muito acima, homens que eu considerava pequeninos e os desprezava, por não terem nas veias um sangue nobre! Oh!, só então compreendi a fatuidade dos homens e das grandezas que tão avidamente buscamos sobre a Terra!

Para preparar um lugar nesse reino são necessárias a abnegação, a humildade, a caridade, a benevolência para com todos. Não se pergunta o que fostes, que posição ocupastes, mas o bem que fizestes, as lágrimas que enxugastes.

Oh! Jesus! Dissestes que teu reino não era deste mundo, porque é necessário sofrer para chegar ao Céu, e os degraus do trono não levam até lá. São os caminhos mais penosos da vida os que conduzem a ele. Procurai, pois, o caminho através de espinhos e abrolhos, e não por entre as flores!

Os homens correm atrás dos bens terrenos, como se os pudessem guardar para sempre. Mas aqui não há ilusões, e logo eles se apercebem de que conquistaram apenas sombras, desprezando os únicos bens sólidos e duráveis que lhes podem abrir as portas dessa morada.

Tende piedade dos que não ganharam o Reino dos Céus. Ajudai-os com as vossas preces, porque a prece aproxima o homem do Alitíssimo, é o traço de união entre o Céu e a Terra. Não o esqueçais!

Uma rainha de França.

Havre, 1863

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, pag.55 Cap. 2: Meu Reino não é deste mundo. Editora EME. Capivari-SP, 1996


Reforma

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O reformar é um verbo no imperativo.

Imperativo como um sentimento que abrasa corações ainda aflitos diante de tantas descobertas do despertar espiritual. A agenda lotada, com tantos compromissos a reajustar, assusta num primeiro folhear.

Entretanto, a alegria de vivenciar essa existência consiste em honrar, um a um, os compromissos pré-estabelecidos pela consciência que já é capaz de admití-los como pauta a ser cumprida, rigorosamente.

Aos poucos, aprendemos que eles são encadeados numa ordem, a fim de que se permita o cumprimento de cada etapa na sua devida sequência. Ora, não poderia o estudante do primário estagiar na faculdade sem antes passar por todas as séries que ainda se intercalam.

Pouco a pouco, vamos aprendendo a sanar nossa sede das verdades espirituais;

Pouco a pouco, vamos aprendendo a entender que a vida deve ser vivida passo a passo;

Pouco a pouco, vamos aprendendendo que a grande escadaria da perfeição nos oferece um degrau de cada vez, mas que, em se percorrendo o conjunto, se chega ao alto;

Pouco a pouco, nossa ânsia e nossa sede se controlam, pois compreendemos que infinita é a fonte da benevolência de nosso Pai.

O turbilhão de emoções cede lugar a um descortinar de novos horizontes, novos pontos de vista, novas abordagens da razão e da moral. Admitamos nossa mutabilidade no pensar, dobrando nossa razão ao imperativo do raciocinar.

Raciocinando, iluminamos as áreas que outrora permaneciam escuras, atrasando nosso progresso e desperdiçando nossos preciosos minutos na escola terrestre.

Oh, humanos! Ainda tão imperfeitos somos.

A reforma já presume essa imperfeição e deve suprir todos os momentos onde a dúvida passa a ser desejosa de habitar nossa mente.

Quando esses momentos chegam, a escada parece se encerrar, os degraus à nossa frente se esmoecem e desaparecem.

Nesses momentos de urgência, dobra-te o próprio orgulho e arremeta a consciência num olhar para trás, em profunda e sincera análise.

Perceba o quanto já caminhou e veja que ali existem degraus sólidos, de uma árdua jornada que jamais se encerrará.

Com o peito cheio de energias renovadas, recobra-te a coragem e a força, olha para frente sempre pronto a enxergar os novos degraus que lhe aparecem, prontos para serem vivenciados.

Aprendamos, pois, a assimilar nossa eterna necessidade de reajustamento, pois reformar é verbo imperativo, em que imperam os bons sentimentos da gratidão e da resignação, diante das oportunidades que Deus nos dá a cada despertar.


Prece de Santo Agostinho

Amor e prece
A morte não é nada.
Apenas passei ao outro mundo.
Eu sou eu. Tu és tu.
O que fomos um para o outro ainda o somos.
Dá-me o nome que sempre me deste.
Fala-me como sempre me falaste.
Não mudes o tom a um triste ou solene.
Continua rindo com aquilo que nos fazia rir juntos.
Reza, sorri, pensa em mim, reza comigo.
Que o meu nome se pronuncie em casa
como sempre se pronunciou.
Sem nenhuma ênfase, sem rosto de sombra.
A vida continua significando o que significou:
continua sendo o que era.
O cordão de união não se quebrou.
Porque eu estaria for a de teus pensamentos,
apenas porque estou fora de tua vista ?
Não estou longe,
Somente estou do outro lado do caminho.
Já verás, tudo está bem.
Redescobrirás o meu coração,
e nele redescobrirás a ternura mais pura.
Seca tuas lágrimas e se me amas,
não chores mais.
Santo Agostinho

Ação da Amizade

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A amizade é o sentimento que imanta as almas unas às outras, gerando alegria e bem-estar.

A amizade é suave expressão do ser humano que necessita intercambiar as forças da emoção sob os estímulos do entendimento fraternal.

Inspiradora de coragem e de abnegação. a amizade enfloresce as almas, abençoando-as com resistências para as lutas.

Há, no mundo moderno, muita falta de amizade!

O egoísmo afasta as pessoas e as isola.

A amizade as aproxima e irmana.

O medo agride as almas e infelicita.

A amizade apazigua e alegra os indivíduos.

A desconfiança desarmoniza as vidas e a amizade equilibra as mentes, dulcificando os corações.

Na área dos amores de profundidade, a presença da amizade é fundamental.

Ela nasce de uma expressão de simpatia, e firma-se com as raízes do afeto seguro, fincadas nas terras da alma.

Quando outras emoções se estiolam no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada dos homens que se estimam.

Se a amizade fugisse da Terra, a vida espiritual dos seres se esfacelaria.

Ela é meiga e paciente, vigilante e ativa.

Discreta, apaga-se, para que brilhe aquele a quem se afeiçoa.

Sustenta na fraqueza e liberta nos momentos de dor.

A amizade é fácil de ser vitalizada.

Cultivá-la, constitui um dever de todo aquele que pensa e aspira, porquanto, ninguém logra êxito, se avança com aridez na alam ou indiferente ao elevo da sua fluidez.

Quando os impulsos sexuais do amor, nos nubentes, passam, a amizade fica.

Quando a desilusão apaga o fogo dos desejos nos grandes romances, se existe amizade, não se rompem os liames da união.

A amizade de Jesus pelos discípulos e pelas multidões dá-nos, até hoje, a dimensão do que é o amor na sua essência mais pura, demonstrando que ela é o passo inicial para essa conquista superior que é meta de todas as vidas e mandamento maior da Lei Divina.

Joanna de Ângelis   

  FONTE: FRANCO, Divaldo Pereira.  Momentos de Esperança . Salvador, BA: LEAL. Cap. 9.  


Examina a Própria Aflição – Emmanuel

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Examina a própria aflição para que não se converta a tua inquietude em arrasadora tempestade emotiva.
    Todas as aflições se caracterizam por tipos e nomes especiais.
    A aflição do egoísmo chama-se egolatria.
    A aflição do vício chama-se delinqüência.
    A aflição da agressividade chama-se cólera.
    A aflição do crime chama-se remorso.
    A aflição do fanatismo chama-se intolerância.
    A aflição da fuga chama-se covardia.
    A aflição da inveja chama-se despeito.
    A aflição da leviandade chama-se insensatez.
    A aflição da indisciplina chama-se desordem.
    A aflição da brutalidade chama-se violência.
    A aflição da preguiça chama-se rebeldia.
    A aflição da vaidade chama-se loucura.
    A aflição do relaxamento chama-se evasiva.
    A aflição da indiferença chama-se desânimo.
    A aflição da inutilidade chama-se queixa.
    A aflição do crime chama-se desespero.
    A aflição da impaciência chama-se intemperança.
    A aflição da sovinice chama-se miséria.
    A aflição da injustiça chama-se crueldade.
    Cada criatura tem a aflição que lhe é própria.
    A aflição do reino doméstico e da esfera profissional, do raciocínio e do sentimento…
    Os corações unidos ao Sumo Bem, contudo, sabem que suportar as aflições menores da estrada é evitar as aflições maiores da vida e, por isso, apenas eles, anônimos heróis da luta cotidiana, conseguem receber e acumular em si mesmos os talentos de amor e paz reservados por Jesus aos sofredores da Terra, quando pronunciou no monte a divina promessa:

       – “Bem-aventurados os aflitos!”

Emmanuel   

 

XAVIER, Francisco Cândido. Religião dos Espíritos. Pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro, RJ: FEB.